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| Photo by Ashna Jain on Unsplash |
Vejo meu mundo clamando
Desejos genuinamente humanos.
São preces acaloradas
Para um caminho sem armas.
Falo de armas da linguagem
E o poder da falsa imagem
Pela busca de terras latinas
Onde a história não ensina.
Me oriento aos olhares puros
Das crianças na fase dos pulos
Cobertas pelo véu cinzento
Na via dos escombros turbulentos.
Oro por tempos sem atrito
Onde um abraço não seja aflito
E as diferentes crenças cresçam
Concentrando a luz que mereçam.
Faço meu ritual para as mulheres
Que com o suor e garras leves
Clamam por vagas no trapézio
Na boca do mundo lobo modesto.
Por fim oro no mudo silêncio
Para me livrar do peso que penso
A ponto de chegar na partida
Da sútil camada chamada vida.

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