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| Foto de Ian Keefe em Unsplash |
Acordar
Se levantar apressado
Tomar café amargo
Pão, manteiga e faca na mão
Comandos tão insossos
Que me causam náuseas!
Toda lembrança que escorre
E escapa por entre os dedos
Toda covardia exposta no medo
Toda luz que deixou de iluminar
O canto dos meus lábios.
Já não sei se me rendo
Ou engano o tal cansaço
Que desaba em meus ombros.
Sei que o calor do verão existe
E o frio do inverno persiste
Na mesa onde exponho meus delírios.
Às vezes pego a faca suavemente na mão
Às vezes pego a faca suavemente na mão
passo a manteiga sem pressa no pão
Com um café sutilmente doce
Só para constar que estou vivo.

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