domingo, 22 de dezembro de 2024

Inquietante






Espírito licencioso,acolhedor
Corre solto sem algemas.
Distante alma imperfeita
duvidosa, calma, serena.


 Fugitivo das mazelas vigilantes
Parte em busca da inquietação.
Um belo mundo, um instante
No silêncio pleno da solidão.


 Caçador andarilho da liberdade
Corpo selvagem e extremo.
Longe das garras policiadas
Tão perto de si e do medo.


 Lágrimas encharcam o rosto
nas lembranças amargas do passado.
Segue teu rumo cru e orgânico
Em pânico prossegue amordaçado.


 Percursos ríspidos não cessam
Nem desmontam a infinita estrada.
No leito sufocante se descobre:
“A felicidade é real quando compartilhada.”


 (Poesia baseada em minhas percepções  quando assisti o filme: “Na Natureza Selvagem” em 2012.)

terça-feira, 30 de junho de 2020

Passeando em Terras Distantes


Foto de Mervyn Chan no Unsplash







"Viver"

Batalha constante

Tiro certeiro

Formosura calada

Um surto agradável…




Delicadas linhas

Imagens perdidas

Cruzando avenidas

Bagagem de sentidos…



Força arredia

Marcas sensíveis

Moinhos de vento

Flutuando na margem…






Curioso arrepio

Refletindo distante

Sussurros, melodias

Abalo de pensamentos…



Adrenalina sutil

Vibração da loucura

Apreciando déjà vu

Abrindo dimensões…





Respiro profundo

Um piscar de olhos

Esquadro perfeito

Assim vou vivendo...



Orações e Rituais


Photo by Ashna Jain on Unsplash




Vejo meu mundo clamando
Desejos genuinamente humanos.
São preces acaloradas
Para um caminho sem armas.


Falo de armas da linguagem
E o poder da falsa imagem
Pela busca de terras latinas
 Onde a história não ensina.


Me oriento aos olhares puros
Das crianças na fase dos pulos
Cobertas pelo véu cinzento
Na via dos escombros turbulentos.


Oro por tempos sem atrito
Onde um abraço não seja aflito
E as diferentes crenças cresçam
Concentrando a luz que mereçam.


Faço meu ritual para as mulheres
Que com o suor e garras leves
Clamam por vagas no trapézio
Na boca do mundo lobo modesto.


Por fim oro no mudo silêncio
Para me livrar do peso que penso
A ponto de chegar na partida
Da sútil camada chamada vida.

domingo, 31 de maio de 2020

Rotina Moderna


Foto de Ian Keefe em Unsplash





Acordar

Se levantar apressado

Tomar café amargo

Pão, manteiga e faca na mão

Comandos tão insossos

Que me causam náuseas!


Toda lembrança que escorre

E escapa por entre os dedos

Toda covardia exposta no medo

Toda luz que deixou de iluminar

O canto dos meus lábios.


Já não sei se me rendo

Ou engano o tal cansaço

Que desaba em meus ombros.


Sei que o calor do verão existe

E o frio do inverno persiste

Na mesa onde exponho meus delírios.


Às vezes pego a faca suavemente na mão


passo a manteiga sem pressa no pão

Com um café sutilmente doce


Só para constar que estou vivo.

sábado, 30 de maio de 2020

Pedras e Trilhos


Photo by Charlotte on Unsplash


E o trem segue sem empecilhos
O que antes caminhava tenso
Hoje anda solto com poucas pedras.
Não saí dos trilhos tantas vezes
Eles que andavam tortos
Forçando o meu jeito de andar.
Se percorri milhas distantes
As vezes tão distantes de mim
Foi para entender a estrada.
Essa ciranda de roda viva
Gira, pula e salta no tempo
Sem pensar em parar.
Assim segue o trem livre
Brincando de dançar na roda
Vivendo nas curvas longas
Em trilhos banhados de horizontes…

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Escravo da Palavra




Foto de Matthew LeJune em Unsplash




                                                  


Sou escravo da palavra
ainda que minhas preces estejam escassas
e minhas estruturas abaladas
serei escravo da palavra.


Ainda que o monstro da rotina
me atormente nas estradas
afundando minha nuca no travesseiro
criarei uma vírgula de esperança.


Ainda que a noite caia no mundo
inundando meu corpo na escuridão
sem mostrar piedade divina
terei a luz da sala ligada.


Ainda que o campo minado me atormente
com pequenos espaços de sobra
num caminho tortuoso de correntes
segurarei firme o meu caderno.


Ainda que a sociedade esteja caída
perdida como formigas sem rumo
no firme círculo do desespero
seguirei no escrito vivo da palavra.

sábado, 25 de maio de 2019

Ciclos



Foto por Tim Marshall em Unsplash






Mude por você. Comece a desvendar o mistério de ser quem é. Não colabore com o marasmo da vida mansa, embutida. Invista esforços para sentir o sangue nas veias fluírem, e jamais espere que somente o amor alheio faça isso acontecer.

Se não foi da forma que esperava, saiba que pelo menos suas atitudes foram adequadas para o momento. Mesmo com as decepções, entenda que a pele pode ser trocada AGORA! Seja quem quiser, mas não pare no tempo.

A roda gira, o corpo reage, o sol vem, a noite brota. Você pode esbarrar, tropeçar, fazer o impensável, mas não seguir nessa água parada. 
A maré continua subindo e a vida permanece em ciclos para se reabastecer.

Mude por você! O amanhã? Vem em uma nova onda…