Espírito licencioso,acolhedor
Corre solto sem algemas.
Distante alma imperfeita
duvidosa, calma, serena.
Fugitivo das mazelas vigilantes
Parte em busca da inquietação.
Um belo mundo, um instante
No silêncio pleno da solidão.
Caçador andarilho da liberdade
Corpo selvagem e extremo.
Longe das garras policiadas
Tão perto de si e do medo.
Lágrimas encharcam o rosto
nas lembranças amargas do passado.
Segue teu rumo cru e orgânico
Em pânico prossegue amordaçado.
Percursos ríspidos não cessam
Nem desmontam a infinita estrada.
No leito sufocante se descobre:
“A felicidade é real quando compartilhada.”
(Poesia baseada em minhas percepções quando assisti o filme: “Na Natureza Selvagem” em 2012.)
